sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aquilo que sinto

A tristeza consome o meu ser,
 me invade sem nenhum pudor
por mais que em minha face haja um sorriso
em minha alma só há escuridão,
se é que ainda tenho alma
pois a tristeza é tanta que me corrói por dentro
que faz eu me autodestruir

Tudo cai por terra agora
todos os estigmas de meu corpo
me lembram por aquilo que passei
mas não o porquê sofro
Afinal, são apenas marcas

Hoje descubro que nada sei
que o que pensava, dizia e afirmava
não se fazem presente neste momento
Somente a maldita tristeza me faz companhia
Somente ela!
Nem sozinha consigo ficar

Mente, alma, carne, sangue
se misturam agora em um só
e dor finalmente chega ao auge,
nem a sinto mais,
não me importo agora
Ela já faz parte de mim

A partir da agora, nada mais importa
Que acabe-se logo com isso!
Que se acabe!


30/07/2010
Ana


Porque, às vezes, acordar tem lá suas muitas desvantagens.
Clarice Lispector

terça-feira, 27 de julho de 2010

Deixa eu

Deixe eu ficar de pijama o dia inteiro
Deixa eu acordar as duas da tarde
e dizer que ainda estou com sono
Deixa eu beijar quem eu quiser
Deixa, vai

Deixe-me sair correndo na tempestade
Deixe-me!
Um raio não irá cair sobre mim
Deixe eu pegar um resfriado
Me deixe morrer se preciso
Deixa eu falar sozinha na frente do espelho
cantar no banheiro, gritar no vazio

Deixa eu olhar filmes sangrentos e de amor
Deixe eu chorar com os finais tristes ou felizes
Deixe eu torcer pra mocinha,
deixe eu ser a mocinha
Deixa eu, deixa!

Deixa eu jogar com sapos
cantar com os pássaros
correr com os guepardos
amar com os leopardos
voar com as águias
Deixa vai, deixa!

Deixe eu morrer feliz
Deixe eu viver como sempre quis
Deixa eu, vai, deixa
Me deixa!

27/07/2010
Ana


"Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então."
Clarice Lispector

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Olhe...

Olhe dentro dos meus olhos e veja que eu não sou como você pensa.
Olhe de coração aberto, pois você verá que a grande maioria dos seus conceitos sobre mim, estão errados.
Enxergue dentro de meus olhos a menina inocente que ainda existe, mas não deixe de enxergar a mulher que estou me tornado.
Olhe para mim e veja o quanto evolui, mudei, cresci.
Veja que não sou somente estereótipos, criados dos devaneios de alguém.
Olhe para mim e veja que eu sou de carne e osso, como você.
Olhe para mim e sinta que tenho sentimentos.
Que choro, que rio, que está máscara de equilibrada está muito longe de representar o que eu realmente sou.
Olhe para mim e veja que eu sou somente a Ana, nada mais que isso.
Quem sou eu para dizer como você deve me ver, mas não custa nada você tentar me ver assim.



Março de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Externo e interno

Quando eu olho e volta, todos estes livros e cadernos
Minhas anotações jogadas lá no canto
e meu coração no outro
Quando olho em volta, e percebo que me afasto das pessoas
e que faço elas se afastarem por mim por capricho
a tristeza vem
Minha muralha desmorona, meu falso sorriso acaba
até a tinta da caneta termina,
pois ela sabe o quanto dói escrever isso


Como um computador, deveriamos poder apagar de nossa mente
tudo aquilo que não queremos mais
Mas não sou um computador, sou humana, um animal sentimental
Vejo também, que tudo o que aprendi na escola,
não me ajudam nos relacionamentos, sejam eles de amizades ou amorosos
Tantos dias perdidos, tantas preocupações pra nada


De que adianta ter dinheiro ou inteligência
e não ser feliz, para alguns o dinheiro basta
Porém, no meu futuro quero mais felicidade,
do que dinheiro, é isso que espero

E por mais que coloquem a disciplina "Relacionamentos"
Jamais aprenderemos algo,
já que a nossa geração, não consegue nem interpretar um texto
quem dirá um sentimento.


17/07/2010
Ana

Conflitos

Estes conflitos malditos, normais, anormais, irracionais
que me fazem gritar, transbordar de agonia, tensão
que me levam a um mar de emoção
conflito que me dividem em mil

No ápice da pertubação
encontro aquele pensamentos passados
pensamentos que me transtornam
que me mostram aquilo que não quero mais saber
que questionam os meus "eus", as minhas personalidades

Pensamentos este que jogam luz sob os preconceitos que tenho
sob as palavras mal ditas
sob as atitudes impensadas
sob a fera ridícula e monstruosas
amendrontada e atordoada que mora aqui

Conflitos que eu mesma mal sei quais são
Então, como resolvo?
Não resolvo, não quero, não me interessa
Afinal, de que importa?

Se eu solucionar isto,
como minha mente irá funcionar
vazia ela ficará
se os aterrorizantes conflitos acabarem
eu acabo junto com eles
Pois aquele que não pensa, não existe.


25/07/2010
Ana