Olhe dentro de meus olhos vermelhos E veja que o que lhe falo
É o mais puro sentimento
Que as lagrimas são o alerta que não aguento mais
Tu se foste e teu cheiro está entranhado em minha pele
Teu gosto delirante está em mim
Cabelos despenteados me escondem
Paredes acham que me dão segurança
O que preciso são de teus braços
Quentes, fortes e cheios de amor
Meu desejo te procura
Já não me reconheço mais
A carne fraca e suja já não é tão importante
A alma é muito mais sublime
Agora, te desejo com a alma
Com o amor que descobri que tenho
Venha!
Não venha secar minhas lágrimas
Nem mesmo me trazer conforto, ou somente me abraçar
Venha saciar o meu desejo
Desejo de fogo, de alma
Desejo que jamais tivera
Que não será saciado por um momento apenas
Desejo de tudo e de nada
Desejo infinito de para sempre ou nunca
Simplesmente desejo
Ana Carolini
02/09/2010
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Não há o que descrever, somente o que desvendar!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Silêncio Gritante
Preciso ficar no meu silêncio
Isolar-me de mim mesma
Rever meus conceitos
que mudam a cada dia que passa
Preciso escrever palavras toscas
as quais lerei depois e chorarei sobre elas
Proteger a alma, o amor
e quaisquer resquício de algo bom
que ainda há dentro de mim
Sou certa errada, cruel e bondosa
Busco me completar comigo mesma
Criar um ser completo
Que saiba construir e destruir
Afinal, nada deve ser eterno,
assim como não é
O infinito só existe
Por nossa vã compreensão
Preciso do meu silêncio
para me compreender
Dos meus gritos, para me ouvir
Minhas mãos para fazer
Meu espírito para sentir
Sentir algo que não compreendo,
que não ouço e que não faço
Preciso de tão pouco
Entretanto este pouco é tudo
E eu não o tenho
Ana Carolini
02/09/2010
Isolar-me de mim mesma
Rever meus conceitos
que mudam a cada dia que passa
Preciso escrever palavras toscas
as quais lerei depois e chorarei sobre elas
Proteger a alma, o amor
e quaisquer resquício de algo bom
que ainda há dentro de mim
Sou certa errada, cruel e bondosa
Busco me completar comigo mesma
Criar um ser completo
Que saiba construir e destruir
Afinal, nada deve ser eterno,
assim como não é
O infinito só existe
Por nossa vã compreensão
Preciso do meu silêncio
para me compreender
Dos meus gritos, para me ouvir
Minhas mãos para fazer
Meu espírito para sentir
Sentir algo que não compreendo,
que não ouço e que não faço
Preciso de tão pouco
Entretanto este pouco é tudo
E eu não o tenho
Ana Carolini
02/09/2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Em que mundo vivo?
A noite negra invade minha mente já devastada
O vento gélido sopra na minha face esfacelada por minhas mãos
Meus pés se movem sem direção por este chão
Que um dia ei de fazer parte
De minha boca saem palavras que desconheço
E demônios que criei dentro de mim
Meus olhos vêem pessoas desgraçadas pela vida
Humilhadas por elas mesmas e ainda assim felizes
Eu não entendo
Porque estas são felizes e eu não?
Ou sou feliz e não o que é felicidade?
Agora, as lágrimas já caem sobre o rosto congelado
Tento arrancar meus olhos pra não ver mais ninguém
Pra não ver mais ninguém sofrer, pra não mais me ver
Mas eu não consigo, pois sou fraca
Sou um mero ser humano
Que está aqui para ocupar mais um pouco de espaço
Quero me atirar nos braços de deus
Mas eu não sei se ele existe
Eu não sei se eu existo
Quero que alguém me proteja
Quero que alguém me de um tapa na cara
E diga que estou errada
Quero que respondam minhas perguntas
Quero que sequem minhas lágrimas
Eu quero tudo e nada ao mesmo tempo
Eu quero só ser feliz
Como qualquer ser humano
Ana
16/08/2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Grades da dor
A prisão, a limitação
está dentro da minha cabeça
A raiva que se alastra
afeta meu coração
Oh! dor infame e profunda
Que me joga no abismo da solidão
Dor que me consome
Mente, liberta-me!
Tire esta dor de mim
Não quero mais sofrer
Deixa-me em paz
Na paz da morte se preciso
Me deixe ser feliz
Me tira deste inferno
Me tira daqui!
Eu lhe imploro
com as minhas últimas forças.
Ana
2010
está dentro da minha cabeça
A raiva que se alastra
afeta meu coração
Oh! dor infame e profunda
Que me joga no abismo da solidão
Dor que me consome
Mente, liberta-me!
Tire esta dor de mim
Não quero mais sofrer
Deixa-me em paz
Na paz da morte se preciso
Me deixe ser feliz
Me tira deste inferno
Me tira daqui!
Eu lhe imploro
com as minhas últimas forças.
Ana
2010
O chão frio
Deitada no meu quarto
O chão frio aquecia minha mente
Uma música triste,
fazia a trilha sonora daquele momento
Os olhos das fotos me olhavam
me sentia vigiada
Os ursinhos de pelúcias e os sutiãs
Infância e adolescência,
ingenuidade e malícia
lado a lado, compunham a cena
Parecia um filme
Senão fosse os medos, as angústias
e as dúvidas ali presentes
Estaria tudo perfeito
Ah! a perfeição, algo totalmente sem sentido
Que maldito desejo este nosso?
De atingir a perfeição
Ela está dentro de nós
Nós somos o que há de mais perfeito
neste mundo, e ainda queremos mais
Estúpidos seres, somos
Não conseguimos nem o que está dentro de nós
Então, como entender o outro
aquele ser desconhecido
Conhecer a nós mesmo é essencial,
se quisermos conhecer eles
E, eu ainda inerte lá
no chão frio do meu quarto,
minha falsa fortaleza,
meu casulo de isolamento moderno
Lá, acho que posso tudo
Até mesmo, ser perfeita
31/07/2010
Ana
O chão frio aquecia minha mente
Uma música triste,
fazia a trilha sonora daquele momento
Os olhos das fotos me olhavam
me sentia vigiada
Os ursinhos de pelúcias e os sutiãs
Infância e adolescência,
ingenuidade e malícia
lado a lado, compunham a cena
Parecia um filme
Senão fosse os medos, as angústias
e as dúvidas ali presentes
Estaria tudo perfeito
Ah! a perfeição, algo totalmente sem sentido
Que maldito desejo este nosso?
De atingir a perfeição
Ela está dentro de nós
Nós somos o que há de mais perfeito
neste mundo, e ainda queremos mais
Estúpidos seres, somos
Não conseguimos nem o que está dentro de nós
Então, como entender o outro
aquele ser desconhecido
Conhecer a nós mesmo é essencial,
se quisermos conhecer eles
E, eu ainda inerte lá
no chão frio do meu quarto,
minha falsa fortaleza,
meu casulo de isolamento moderno
Lá, acho que posso tudo
Até mesmo, ser perfeita
31/07/2010
Ana
As ondas fortes do mar vem para me mostrar, a revolta dos muitos lá perdidos.
Ana Carolini
Conflitos rápidos
Um pouco de...
- Ana Carolini
- Sapiranga, Rio Grande do Sul, Brazil
- Ana Carolini, jovem, militante, estudante. Tento expressar tudo que sinto em meus singelos textos, angústias, felicidades, amores, ... Não acredite em tudo que leia aqui, minha mente é um mar agitado e profundo, estas palavras podem ser carinhosas e enganosas, por vezes doces, mas nunca totalmente inocentes. Sou interrogação, exclamação, vírgulas e raramente um ponto final.
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